O que nos inspira?
“Natureza da gente não cabe em nenhuma certeza. O real não está na saída e nem na chegada, ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”.
Riobaldo. Grande Sertão: veredas.
(Guimarães Rosa, 2005).
Enquanto a leitura permanente da nossa prática é a espinha dorsal da nossa própria formação, as referências teóricas são aquilo que permite problematizar as ações, confrontar e expandir as concepções e compreender os sentimentos que sustentam as intervenções. Entre as principais referências utilizadas estão: Goethe[1] , Rudolf Steiner[2] , Bernard Lievegoed[3], Carl Jung[4]., Allan Kaplan[5], Edgar Schein[6], Paulo Freire e João Guimarães Rosa.
Além disso, em razão da diversidade do grupo de profissionais do Instituto Fonte e sua expressão multiprofissional (veterinária, agronomia, farmácia, psicologia, comunicação, administração, música, pedagogia, economia, história, direito e artes plásticas), uma grande matriz de referências ético-políticas opera como pano de fundo do Instituto e contribui para a construção de uma visão abrangente dos processos sociais e da realidade brasileira.
[1] Johann Wolfgang von Goethe, ensaísta alemão, além de cientista, filósofo e botânico, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã (ler, por exemplo O Fausto) e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Como botânico descreveu a Planta Primordial, em sua obra A Metamorfose das Plantas.
[2] Rudolf Steiner, nascido na fronteira austro-húngara, dedicou-se a editar as obras científicas de Johann Wolfgang von Goethe e tornou-se profundo conhecedor da obra de Goethe. Steiner aderiu a uma trajetória de conferencista e escritor, desenvolvendo a a Ciência Espiritual Antroposófica.
[3] Bernard Lievegoed, médico psiquiátra e ensaísta Holandês, é reconhecido pelo desenvolvimento de uma teoria sobre desenvolvimento organizacional. Fundou o N.P.I. (Netherlands Pedagogical Institute), que apóia indivíduos e organizações a realizarem suas missões econômicas, sociais e culturais.
[4] Carl Gustav Jung, cientista, ensaísta e psiquiatra Suíço, Jung esteve ligado ao movimento precursor dos estudos do inconsciente e estruturou a corrente conhecida como Psicologia Analítica.
[5] Allan Kaplan, psicólogo e escritor Sul-Africano, é criador do conceito Development Practitioner (profissional de desenvolvimento), foi fundador do Community Development Resources Association (CDRA) e autor de livros e ensaios no campo. Entre eles, Artistas do Invisível, publicado no Brasil pelo Instituto Fonte. Atualmente é membro do Proteus Initiative.
[6] Edgar H. Schein, nascido nos Estados Unidos da América, é professor no Sloan School of Management do MIT, é reconhecido por suas notáveis contribuições no campo do desenvolvimento organizacional, em especial na consultoria de processos e na cultura organizacional.
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