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Como ampliar a profundidade e a abrangência das ações dos profissionais do setor social?

Os caminhos educacionais tradicionais têm tentado responder esta pergunta pela via da formação de pessoas para a administração das organizações da sociedade civil, com forte ênfase na transmissão de conteúdos e com pouquíssimos espaços para as metodologias ativas e empoderadoras. Os programas de formação desenhados pelo Instituto Fonte vêm preencher essa lacuna no campo da capacitação para o fortalecimento de iniciativas sociais.
 
Com a ajuda dos programas de formação do IF os profissionais têm a oportunidade de compreender as questões sociais, o cenário onde se inscrevem, como se dão as mudanças e quais os caminhos para intervir de forma efetiva nesta realidade. Mas afinal, qual a relevância de se empreender programas de capacitação no IF? Com uma maior consciência sobre o seu papel, líderes sociais engajados na transformação da sociedade se tornam capazes de potencializar não só a sua atuação, mas também a atuação de outros dentro de suas organizações, o que abre caminho para o fortalecimento institucional destes espaços.. Isso é possível na medida em que os participantes fomentam e mediam a relação entre os diversos grupos de pessoas da organização ligadas a ela.
Neste sentido, empreender programas significa não só apoiar um grupo de iniciativas sociais concomitantemente, mas também apoiar um número considerável de beneficiários indiretos. 

Com este fim, as atividades são desenvolvidas de forma a aproveitar as experiências dos participantes; suas questões, os seus casos. As circunstâncias em que trabalham são intensivamente exploradas com base na metodologia da ação-aprendizagem. Os participantes refletem sobre a prática, apóiam outros no mesmo processo e apresentam casos reais para discussão com seus colegas.
As atividades educacionais são estudos de casos, grupos de apoio, contribuições conceituais, reflexões individuais, exercícios vivenciais, discussões em plenárias, leituras dirigidas e atividades artísticas. Os programas de formação do IF são espaços inovadores e de criação, são espaços de aprendizagem abertos para o novo, para o não hegemônico.

O conjunto de propostas de formação que compõe o núcleo de Programas do Instituto Fonte está fortemente ligado às premissas da prática de consultoria da organização, a chamada facilitação de processos de desenvolvimento. Por meio da construção de competências, busca-se que o participante se responsabilize pelo seu processo de aprendizagem da mesma forma que se espera do cliente de consultoria que ele desenvolva habilidades para encontrar as respostas para seus dilemas.

As atividades programáticas do IF incrementam benefícios à comunidade na medida em que disponibilizam, para um número cada vez maior de profissionais, a custos subsidiados poe investidores sociais, o conhecimento gerado no Instituto a partir de sua prática de Intervenção em processos de desenvolvimento no Brasil. Produzir e sistematizar este conhecimento no âmbito das atividades de formação tem sido um dos objetivos ligados à linha de ação ‘Publicações – produção e disseminação de conhecimento’ da organização que visa a contribuir para maior efetividade e impacto das iniciativas sociais brasileiras.
 
Líderes, gestores, empreendedores e consultores, a quem os programas do IF se destinam, vivem em busca de construir e re-pactuar valores sociais, de melhorar os padrões de renda, habitação, educação e saúde das pessoas, de ampliar a liberdade e a autonomia, fortalecer espaços democráticos, erradicar as formas de abuso e violência e, ao mesmo tempo, garantir um meio-ambiente melhor para as futuras gerações. Neste universo é que se precipitam as maiores dificuldades dos profissionais do setor social. Neste universo é que se inscrevem as ações de formação do Instituto Fonte.

O Instituto Fonte pretende, com o seu Núcleo de Programas, continuar a enfrentar o problema que se faz visível a cada dia: as dificuldades dos profissionais do campo social em lidar com as mudanças, com processos de negociação e conflito, com relações humanas, interinstitucionais e intersetoriais. Para aqueles que têm dedicado seus estudos, sua força política e sua energia física a enfrentar as contradições polarizadas entre o econômico e o social, uma conclusão tem sido recorrente: o reconhecimento de que os enfrentamentos são de uma ordem de complexidade muitas vezes inimaginável, a sensação de que os paradigmas que abrigam a prática da gestão no campo social não são mais capazes de responder às demandas diariamente crescentes e, por fim, a sensação de que é preciso ampliar tanto a profundidade das ações quanto sua abrangência.