Leia relato sobre o diálogo "Aprendendo sobre avaliação a partir de casos práticos"
No dia 21 de novembro, aconteceu mais um diálogo do projeto Avaliação em parceria com a Fundação Itaú Social, onde Eduardo Marino, Alexsandro Santos e Martina Otero conversaram sobre questões relativas ao tema, a partir de três relatos de caso de avaliações na área social. Em breve serão disponibilizados os materiais na íntegra relativos ao evento.
A consultora do Fonte Madelene Barboza, esteve presente e conta suas impressões.
'Ontem participei junto com outras pessoas da equipe do Fonte do evento do Projeto Avaliação com o tema "Aprendendo sobre avaliação a partir de casos práticos". A proposta era de ter uma conversa a partir da leitura das sistematizações de três casos, um dos sub-projetos desenvolvidos este ano dentro do Projeto Avaliação.
Foram debatedores Eduardo Marino, Alexsandro Santos e Martina Otero, que falaram sobre questões identificadas a partir da leitura dos casos.
Alexsandro falou sobre a complexidade da realidade e o desafio de desenvolver processos avaliativos que não a reduzam. Também focou na importância de trazer as pessoas como sujeitos em processos de avaliação, e não como "maquinas que fornecem dados", e assim, garantir espaço para os múltiplos olhares e vozes desses sujeitos. Finalmente falou sobre a importância de ter estratégias de comunicação e cuidados para comunicar os achados das avaliações realizadas para todos o interessados e a sociedade.
Em sua apresentação, Martina refletiu sobre o primeiro passo de uma avaliação, qual seja: a revisão e atualização das intenções da iniciativa a ser avaliada, e como é fundamental se aprofundar neste passo para conseguir desenvolver uma avaliação com sentido e relevância.
Trouxe a imagem da ‘formacão dinâmica de juízo’ e falou sobre a relação íntima entre avaliação e planejamento. Em seguida trouxe alguns dados da pesquisa com avaliadores que mostram que no campo de avaliação há pouca comunicação de resultados dos processos, deixando duas perguntas ao final: "Temos compartilhado os resultados das nossas avaliações na área social?", "Temos compartilhado as práticas de avaliação realizadas?".
Eduardo escolheu focar no tema "valores" trazendo uma conversa em torno das perguntas "Como lidamos com os valores no início dos diálogos sobre a demanda de uma avaliação?", "Até que ponto nós avaliadores temos consciência dos valores que orientam nossas escolhas metodológicas?" e "Na relação que se estabelece com os principais envolvidos durante a avaliação, temos clareza sobre fenômenos cujas raízes estão nos valores que estão em jogo?".
Em seguida abriu-se uma conversa a partir das colocações e perguntas do público presente, que passou por vários caminhos. Falou-se sobre a dificuldade de elaborar perguntas avaliativas para lidar com a complexidade da realidade social. Foram trazidas preocupações sobre tempo e recursos financeiros para avaliação de impacto de longo prazo. Discutiu-se sobre o papel do avaliador, dentro e fora do processo, os limites e responsabilidades. Surgiu a questão sobre a legitimidade e utilidade de se avaliar para confirmar, sobretudo para financiadores, aspectos já conhecidos daqueles que atuam nos projetos e programas avaliados.
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