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Microsoft

Empresa de informática que, em sua atuação social, apóia organizações que trabalham com inclusão digital.


Processo: Avaliação: “A Contribuição da Inclusão Digital para a Transformação Individual e Comunitária”.

data: janeiro a dezembro de 2007
Consultores: Daniel Brandão e Martina Rillo Otero
Depoente: Alcely Barroso
Consultora interna


"Quando pude me dedicar aos projetos apoiados pela Microsoft, surgiu a questão: o que têm feito nossos parceiros? O que de fato eles estão fazendo? Então, começamos um processo que procurou esclarecer o que a Microsoft queria e de que forma o Fonte podia ajudar. Buscamos sinergias, porque esse processo era bem diferente do que a empresa estava acostumada a fazer.

A proposta de consultoria se desenhou de uma maneira participativa, o que foi um desafio para a empresa: havia a necessidade de explicar qual era a idéia da proposta, porque ela era inovadora, porque deveria haver a participação... Tudo isso é algo que demora... Para uma empresa, esse ritmo é difícil. Por isso, tivemos o trabalho de montar e apresentar a proposta internamente e procurar envolver os funcionários. Nesse processo, houve muita conversa com [os consultores do Fonte] Daniel Brandão e Martina Otero para alinhar e nos ajudar a aprovar a proposta internamente.

Na metodologia escolhida pelo Instituto Fonte para conduzir o processo, precisamos de retorno da equipe interna, feedback quanto aos resultados parciais. No entanto, para a empresa, sempre faltava algum dado, algum resultado... Resultados intermediários eram difíceis de serem aceitos. E quando o resultado parcial vinha, ele parecia final aos olhos da equipe interna e, aí, sempre faltavam dados.

Diante desse contexto, senti que o Instituto Fonte entende a cultura dessas empresas. Houve muito cuidado ao entender a cultura organizacional da empresa e, diante disso, conduzir o processo de consultoria. No meio do caminho, quando houve situações difíceis e que foram abertas à negociação, houve muita troca subjetiva entre mim, os consultores e a equipe que participava mais intimamente do processo, numa relação de apoio.


Para mim, sinto que ao participar desse processo de avaliação, minha prática mudou. O dia-a-dia empresarial é muito rápido. O Instituto Fonte me faz parar para tomar uma decisão, nem que seja por um minuto. Isso vem muito das discussões que eu tinha com o Daniel [Brandão] e com a Martina [Otero] sobre a cultura da empresa. Entendi mais a cultura organizacional por conta desse processo de avaliação. O Fonte consegue entender, respeitar e trabalhar com a cultura organizacional muito bem. Algo que considero inovador na abordagem do Fonte é justamente essa sensibilidade, a abertura para muita conversa e a disponibilidade de escuta.

Em minha função, forneço dados, conteúdo para que os executivos tomem decisões. Com o processo, acabei tendo uma visão muito melhor da empresa, enxergando melhor e ajudando mais a equipe interna. Agora que o processo terminou, sinto que houve mudanças internas, principalmente quanto ao fortalecimento da cultura de avaliação dos projetos apoiados pela Microsoft. O caráter qualitativo da avaliação também ganhou força aqui dentro depois desse processo. Sinto, também, mais interesse por parte dos funcionários da empresa quanto aos resultados da avaliação, principalmente daqueles que não participaram diretamente do processo: observo que eles ficaram sensibilizados e motivados a criarem suas próprias avaliações. Isso no curtíssimo prazo. Percebo a rede interna da empresa mais fortalecida".