Fundação Telefonica
Fundação da empresa de telecomunicações, que atua com a causa da Criança e do Adolescente e apóia iniciativas nesta causa.
Processos: vários, desde 2001
Depoente: Maria Cristina Boa Nova
Gerente de Projetos (2001 - 2008)
"A Fundação Telefônica vem trabalhando com o Instituto Fonte desde 2001. Já fizemos seminários de elaboração de projetos para as organizações apoiadas, duas avaliações de programas, facilitação de construção coletiva de um software básico de rede eletrônica, seleção e monitoramento de novos projetos.... Isso para falar dos processos “externos”. Mas houve, também, muita presença do Instituto Fonte nos processos institucionais da Fundação.
Um fator que contribui para chamarmos o Fonte tantas vezes é o fato de ele já conhecer e entender a Fundação – fica mais fácil para nós trabalharmos com quem já nos conhece. No começo, cheguei a estranhar o tanto de trabalho que sobrava para mim: tudo era dividido, nunca havia experimentado construção tão participativa assim! Cada processo é diferente da outro, de acordo com cada consultor... Há aqueles que provocam, que fazem mais perguntas, reflexões, mas deixam a “lição de casa” para a gente fazer; há outros que carregam mais a capacidade operativa – que fazem a facilitação, sem deixar o processo diminuir o ritmo. Mas tanto em um caso como em outro, o que há de comum nos trabalhos com o Fonte é a qualidade, honestidade, a reflexão, a busca por empatia, o entendimento de nossos dilemas, o valor humano, o respeito e a compreensão com que cada consultor trabalha conosco. Há no Fonte um cuidado em olhar para o que as pessoas representam, e não fazer rapidamente, executar, trazer um modelo pronto, de repente trazer algo que deu certo em outro lugar...
Sinto que a forma de olhar do Fonte é pela busca do potencial, pela flexibilidade do entendimento, pela paciência e tranquilidade com o processo do outro. Depois que a consultoria acaba, fica muita coisa nesse plano de olhar para os projetos apoiados pela Fundação através da capacidade de desenvolvimento de cada instituição ou comunidade... Fica o respeito.... Esse entendimento não apressado dos processos. Fica um “perfume” que deixou uma marca e não esquecemos, não é indiferente. É cuidadoso. Essa forma delicada, cuidadosa, paciente quanto aos processos.
Também, percebo que não existe arrogância ou vaidade dos consultores sobre o conhecimento. Fica um respeito com relação ao saber do outro.
Misturamos, então, a “semente” plantada pelo Fonte com nossa cara. Mas é sempre estimulante trabalhar com o Fonte em novos processos, porque eles elevam o campo de visão. Não é a situação de fazer um relatório e pronto".
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