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Artesanato Solidário convida para evento ArteSol 12 anos: experiência e expectativas

Desde que foi criado em 1998 no âmbito da Comunidade Solidária, visando contribuir para minimizar os efeitos da seca em regiões castigadas pelo clima e pelo desfavorecimento socioeconômico, o ArteSol vem trilhando um caminho coerente com a missão de gerar trabalho e renda para artesãos de localidades pobres do Brasil por meio da valorização do artesanato de tradição. Até hoje, o ArteSol já implementou cerca de 100 projetos que envolveram em torno de 4 mil artesãos de 17 estados do País.

O segundo seminário do Centro Ruth Cardoso, organizado em conjunto com o ArteSol, tem por objetivo apresentar e discutir a trajetória da Organização ao longo de seus 12 anos de atuação e, a partir daí, trazer ao debate suas perspectivas de trabalho e refletir como, e se, a tecnologia social pode ser multiplicada com projetos sustentáveis, nas dimensões econômica, social e ambiental.

O antropólogo Antonio Augusto Arantes, que colaborou para a estruturação da Organização e faz parte de seu Conselho Consultivo, fará um breve resgate histórico do ArteSol e apresentará um perfil socioeconômico dos artesãos participantes e de suas famílias, focando a participação da atividade artesanal na composição da renda familiar e na reprodução social, com base em levantamentos realizados em 2002, 2005 e 2010.

Essa exposição será objeto de debate que, mediado pela arquiteta Regina Meyer, envolverá Priscilla Albuquerque Tavares, André de Castro Cotti Moreira e Thereza Lobo.

Priscilla Tavares analisará as transformações socioeconômicas ocorridas nas diferentes regiões de atuação do ArteSol; a participação de André Moreira terá como foco os impactos socioambientais da atividade artesanal e sua sustentabilidade; e Thereza Lobo contribuirá explorando as interfaces e possíveis articulações entre os programas da RedeSol, reunidos pelo Centro Ruth Cardoso.

Terça-feira, 6 de Abril das 14h30 às 17h00

Centro Ruth Cardoso

R: Pamplona, 1005 - 1º andar - Edifício Ruth Cardoso - São Paulo/SP

R.S.V.P: tel.:(11) 3372.4325 (com Rachel Oliveira), ou centrorc@centroruthcardoso.org.br

Antonio A. Arantes é antropólogo, professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, ex-presidente do Iphan e do Condephaat. Consultor de políticas culturais, em especial sobre temas relativos ao patrimônio cultural, coordenou os trabalhos de criação da metodologia de inventário nacional de referências culturais e tem atuado junto a várias instituições brasileiras e internacionais, como o ArteSol, a Unesco e a OMPI. É autor de diversos artigos e dos livros O espaço da diferença (Papirus, 2000) e Paisagem paulistanas - transformações do espaço público (Imesp, 2000), dentre outros.

Regina Prosperi Meyer é arquiteta (UnB,1974). Professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP) desde 2005, é pós-graduada pela Urban Design and Urban Planning School of Architecture em Londres (especialização, 1977), pela Barttlet School of Architecture, University College, London University (mestrado, 1979) e pela FAU-USP (doutorado, 1991). Foi diretora do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo de 1982 a 1984, coordenadora da implantação das Oficinas Culturais Oswald de Andrade em 1984/86, quando desenvolveu o projeto “Luz Cultural”. Coordena o Laboratório de Urbanismo da Metrópole (LUME) na FAU-USP desde 2000.

André de Castro Cotti Moreira é biólogo, mestre em Conservação da Natureza pela University College London (Inglaterra) e mestre em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo. Nos últimos anos participou de diversos projetos associados ao manejo sustentável e comunitário de recursos naturais em diferentes ecossistemas brasileiros. Atualmente também se dedica à docência no nível superior, enfocando a educação para a sustentabilidade.

Priscilla A. Tavares é economista, professora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas do Instituto Presbiteriano Mackenzie e sócia da S&A Consultores. Foi assessora técnica do Gabinete da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo entre 2008 e 2009. Pesquisadora e consultora em políticas públicas, especialmente sobre os temas relacionados a programas sociais e educação, é autora de diversos artigos sobre avaliações do Bolsa Família, pobreza e desigualdade de renda, oferta de trabalho, educação e saúde.

Thereza Lobo é socióloga com curso de mestrado em Sociologia da América Latina em Essex (Inglaterra). Atua como consultora de agências governamentais e organismos multilaterais nacionais e internacionais, sobretudo sobre políticas públicas e a relação entre Estado e sociedade civil. Assessorou o Conselho da Comunidade Solidária a partir de 1995. Em 2001 criou, em conjunto com Ruth Cardoso e outros conselheiros, a Comunitas. É diretora da Solidaritas.